
Fauna Brasileira em Extinção
Mais de 1000 espécies fazem parte da lista de animais em extinção no Brasil. Os dados de 2016 são do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) em parceria com o Ministério Meio Ambiente.
Boa parte deste problema se deve ao grave desmatamento de florestas nativas, destruindo o habitat de diversas espécies, caça e pesca desenfreada, ação predatória dos seres humanos para comercialização, além das queimadas, construção de hidrelétricas e poluição; problemas que afetam também os seres humanos, principalmente nos centros urbanos.
Apesar de possuir uma rica biodiversidade, o Brasil sofre com um longo e devastador processo de destruição das paisagens naturais, florestas nativas, tráfico de animais silvestres e excesso de poluição, o que compromete o desenvolvimento de centenas de espécies. Existem animais presentes em diversas regiões brasileiras suscetíveis a serem extintos nas próximas décadas.
De acordo com o estudo, no país existem 1.173 espécies animais ameaçadas de extinção, além dos que já foram extintos, como a arara-azul-pequena e o minhocuçu.
Conheça a seguir uma lista com 3 dos animais do Brasil que estão ameaçados de extinção:
Ararajuba

Como todas as Araras e Papagaios, vivem em bando e assim devem continuar mesmo em cativeiro. Sem companhia e atenção podem adoecer e até mesmo se machucar. As Ararajubas também são monogâmicas e ficam com o mesmo parceiro a vida toda, embora muitas vezes demorem para encontrar o ideal.
Na natureza essas aves costumam se alimentar de sementes, frutas e flores que estão caídas pelo chão. O bando que geralmente possui cerca de 40 aves trabalha de forma cooperativa: enquanto uma parte está procurando por alimentos a outra se encontra no topo das árvores fazendo o trabalho de vigilância e proteção, evitando que predadores ataquem.
Lobo Guará

O lobo-guará, também conhecido como lobo-de-crina, lobo-vermelho, aguará e aguaraçu, é o maior canídeo da América do Sul. Esse mamífero destaca-se por seus membros longos e finos e pela coloração dos seus pelos, que são laranja-avermelhados em grande parte do seu corpo.
O lobo-guará apresenta hábito de vida solitário, sendo encontrado formando casais apenas na época reprodutiva e durante o cuidado parental. Apresenta grande importância ecológica, sendo um importante dispersor de sementes. Importante símbolo do Cerrado, essa espécie hoje sofre com a destruição de seu habitat.
Baleia-franca do sul

As baleias francas são animais de grande porte, apresentando aproximadamente 17 metros, corpo preto, arrendondado e manchas brancas irregulares no ventre. Seu corpo é composto por uma camada espessa de gordura, que auxilia o controle da temperatura.
Sua cabeça ocupa quase um quarto de seu comprimento total, a boca é curvada e possui cerca de 250 pares de cerdas de barbatana que auxiliam no processo de filtrar o alimento, visto que elas nadam de boca aberta para adquirir os organismos.
Uma de suas principais características são as calosidades que apresentam na parte da cabeça. Trata-se de uma estrutura que é formada naturalmente na pele e, ainda quando feto, são macias e vão enrijecendo com o passar do tempo.
Boto cor-de-rosa

O boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis) é endêmico dos rios da bacia Amazônia, sendo considerado o maior golfinho de água doce e conhecido pela lenda de que ele seduz moças solteiras.
A população do boto-cor-de-rosa vem diminuindo com o passar do tempo, pois a espécie já foi utilizada como isca para pesca e, mais atualmente, sofre com a construção de hidrelétricas.
Pesquisadores estimam que em cerca de 30 anos, a população desta espécie poderá sofrer um declínio de 50%. Por esse motivo, ela foi categorizada em perigo de extinção pelo ICMBio (2016).
Gato-maracajá

O gato-maracajá (Leopardus wiedii) sofreu durante décadas com a caça para a venda de sua pele. Ele é encontrado nos biomas Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Atualmente, o desmatamento é o maior problema enfrentado pela espécie, uma vez que causou a destruição de seu habitat natural, tornando-se vulnerável à extinção, conforme apontado pelo Livro Vermelho do ICMBio (2016).
